A Megabiodiversidade Brasileira em Perigo : 

 

Um documento da ONG Conservação Internacional identificou 17 países em todo o planeta como sendo aqueles que abrigam a maior parte das espécies da flora e da fauna do mundo, são os denominados Países Megadiversos. Esses encontram-se repartidos em quatro continentes, sendo que a América possui o maior número deles, sete: Brasil, Colômbia, México, Venezuela, Equador, Peru e Estados Unidos. Os demais países são a África do Sul, Madagascar, República Democrática do Congo (ex-Zaire), Indonésia, China, Papua Nova Guiné, Índia, Malásia, Filipinas e Austrália.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil é apontado em diversos textos técnicos como sendo o detentor da maior biodiversidade dos animais e vegetais do planeta, possuindo cerca de 20% da biodiversidade da Terra.

Mas abrigar essa imensa riqueza e diversidade de biomas, ecossistemas e de vida animal e vegetal, acarreta em uma imensa responsabilidade ao nosso país. Afinal, boa parte da vida em nosso planeta poderá deixar de existir se não adotarmos um modelo de desenvolvimento sustentável que permita conciliar o crescimento de nossa economia com a conservação desse rico patrimônio natural.

Diversas são as causas que ameaçam a sobrevivência das espécies, colocando-as em uma situação de risco de extinção, quer seja em nível local, regional, nacional ou global.

 

Entre elas citamos: (1) a supressão da vegetação, não somente florestas arbóreas, mas também de campos, várzeas, manguezais; (2) a fragmentação de ecossistemas (dividir florestas e outros ambientes em pequenos fragmentos isolados entre si); (3) a introdução de espécies exóticas a um ambiente, neste sentido, a citada espécie pode ser até de um mesmo país ou estado, mas se ela não existe naturalmente em uma determinada região e foi introduzida, deve ser denominada de exótica. Dentre as espécies exóticas tema algumas com incrível capacidade de reprodução e disseminação que independe da ação humana, são as espécies exóticas invasoras (4) atropelamentos da fauna em rodovias e ferrovias; (5) contaminação de ambientes e de espécies por agentes artificiais como agrotóxicos, poluição diversa, medicamentos e hormônios; (6) caça indiscriminada, especialmente em unidades de conservação.

Nesta seção do site apresentamos informações básicas sobre as principais causas que colocam nossa biodiversidade em Risco de Extinção e a Legislação Nacional que visam à sua proteção. Notar que o Poder Público, o Executivo em alguns casos, mas principalmente os Legisladores (Deputados Federais e Senadores), nos últimos anos, tem flexibilizado e enfraquecido a legislação ambiental, antes apontada como uma das mais modernas e abrangentes do Mundo.

 

Animais brasileiros que mais correm risco atualmente:

Fotos : Adriano Gambarini

Arara Azul
As araras-azuis se destacam por sua beleza, tamanho e comportamento. Ela está atualmente ameaçada de extinção devido à caça, ao comércio clandestino e à degradação em seu habitat natural por conta do desmatamento.
Peixe-Boi
No Brasil, ocorrem duas espécies de peixes-bois: o peixe-boi marinho e o peixe-boi da Amazônia. O peixe-boi marinho corre sério risco de extinção. Existem cerca de 500 indivíduos dessa espécie na costa oceânica do Brasil. A conservação da espécie enfrenta algumas ameaças: a caça, o encalhe de filhotes, colisões com barcos, a captura em redes de pesca, a poluição e a degradação ambiental.

O IBAMA considera o T. manatus, como o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.
Macaco Aranha
Também conhecido como Muriqui.
Com 150 cm de altura e quase 20 kg de peso, é o maior macaco do continente americano. Desloca-se agilmente de ramo em ramo graças às suas patas e cauda, particularmente bem adaptadas.
Raramente desce ao chão e nunca abandonam os bosques onde vivem, ao longo da costa do Brasil. Há um século atrás cerca de 100.000 muriquis viviam tranquilamente nesses bosques. Agora restam uns 300 macacos aranha.
Cervo do Pantanal
De acordo com o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), essa espécie encontra-se atualmente na situação “vulnerável”. A caça e as alterações de habitat provocadas pelo homem foram, e continuam sendo suas principais ameaças.
Ariranha
Atualmente, há registros isolados no Cerrado e possivelmente na Mata Atlântica, no estado do Paraná, sendo que populações viáveis da espécie estão limitadas à Bacia Amazônica e ao Pantanal. Além da caça, essas áreas são diretamente impactadas pela destruição e fragmentação de áreas naturais, bem como pela construção de hidrelétricas.
Toninha
A toninha é o golfinho mais ameaçado de todo Atlântico Sul Ocidental e, hoje, essa espécie de pequeno cetáceo (mamíferos marinhos, como golfinhos, botos e baleias) corre o risco de desaparecer das águas salgadas do Brasil.

É o que diz a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, divulgada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). A população de toninhas, na Babitonga, conta cerca de apenas 50.
Tamanduá Bandeira
No Estado de São Paulo, está ameaçado de extinção. Pelo menos 30% da população deste mamífero foi perdida nos últimos dez anos, em função da perda e alteração do seu habitat, atropelamentos, caça, queimada, conflitos com cães e uso de agrotóxicos
Onça Pintada
A Onça Pintada é símbolo da Fauna Brasileira e está prestes a desaparecer!
Na Mata Atlântica restam cerca de 300 desses felinos vivendo em seu habitat, segundo informa um estudo publicado pela revista Scientific Reports.
Boto cor-de-rosa
O vulnerável boto-cor-de-rosa do Amazonas está correndo risco de extinção ainda maior por seu uso como isca de carne para a pesca de uma espécie de baixo valor comercial.
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As espécies da fauna terrestre e aquática ameaçadas de extinção no Brasil foram estabelecidas, respectivamente, pelas Portarias 444/2014 e 445/2014 do Ministério do Meio Ambiente – MMA. Além destas, cabe citar que a Portaria 443/2014 institui a Lista da flora brasileira ameaçada de extinção.

Estes animais estão a ponto de desaparecer no nosso país!

Nossa responsabilidade e influência neste processo são enormes!

A sobrevivência de centenas de espécies é ameaçada por atividades humanas como a derrubada de florestas, poluição, introdução de espécies exóticas invasoras, atropelamento em rodovias e a caça.

A extinção de um animal pode ocasionar um dano irreversível para o equilíbrio dos ambientes do planeta e a própria qualidade de vida do ser humano. Na natureza, tudo está relacionado e conectado, e, ao extinguir uma espécie, um ecossistema pode ficar completamente alterado.

Segundo as Portarias do MMA supracitadas, temos 698 espécies da fauna terrestres ameaçadas de extinção, outras 475 de animais aquáticos, e 2.113 plantas em risco de extinção no Brasil. É de nossa responsabilidade cobrar de governantes e membros do Congresso ações para a manutenção e a recuperação dos nossos animais e plantas ameaçados de extinção.

Considerando o contexto acima foi criada AMPARA SILVESTRE  com o objetivo de apoiar a conservação de espécies da fauna silvestre brasileira, desenvolvendo projetos de reintrodução para a manutenção da biodiversidade e, também, oferecer condições adequadas de vida aos animais que estão condenados ao cativeiro.

Texto: Paulo Pizzi

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Macaco Aranha

Também conhecido como Muriqui. Com 150 cm de altura e quase 20 kg de peso, é o maior macaco do continente americano. Desloca-se agilmente de ramo em ramo graças às suas patas e cauda, particularmente bem adaptadas. Raramente desce ao chão e nunca abandonam os bosques onde vivem, ao longo da costa do Brasil. Há um século atrás cerca de 100.000 muriquis viviam tranquilamente nesses bosques. Agora restam uns 300 macacos aranha.